Assessoria
(spin)
"A gestão das notícias por profissionais de comunicação e por agências
noticiosas, tanto independentes como ligados a governos ou ministérios. A
profissionalização da comunicação pública em geral.
Os spin doctors* popularizaram-se no Reino
Unido durante a década de 90 e estiveram especialmente associados ao apertado
controlo que o novo Partido Trabalhista exerceu relativamente à sua imagem
pública, antes do governo Blair, em 1997 (e subsquentemente). As artes negras da manipulação mediática
eram usadas não só externamente, para controlar tanto quanto possível o fluxo,
e até o estilo, da informação usada pelos jornalistas, mas também internamente,
para assegurar que os próprios políticos trabalhistas permaneciam «on message» em todos os momentos.
(...) Nos últimos dias de governação, o governo conservador liderado por John Major foi perseguido pela sordidez e pelo escândalo, o
que contribuiu indubitavelmente para a sua derrota nas eleições de 1997.
Consequentemente, o «spin» podia operar em ambos os
sentidos - como manipulação oficial, para proteger o
governo, e como uma vingança dos que não têm voz, para «os manter honestos».
Uma das suas mais peculiares aspirações à fama provinha da afirmação de que o «spin» podia provocar a ocorrência de um acontecimento antes
de ele ter acontecido. Parte da arte do «spin»
consistia em usar contactos seleccionados e fugas de informação para provocar a
cobertura na imprensa e na rádio ou em espectáculos televisivos antes da
publicação de algo arriscado - por exemplo, um
relatório crítico ou números pouco precisos sobre a economia.
* termo que designa o assessor de comunicação na área
política (n. da T.)."
HARTLEY, John, Comunicação, Estudos Culturais e de Media, , Quimera, Lisboa, 2004, págs. 27 e 28